terça-feira, 9 de agosto de 2011


Querida Mariana,

Onde estás tu? Interrogo-me vezes sem conta, sentada no sofá com o computador sobre as pernas. Com tantas perguntas, e tão poucas respostas.
Sinto que ainda estas por perto, mas sei que em pouco tempo já não te vou sentir como neste preciso momento, e isso magoa.
Sinto-me perdida sem ti, sinto-me sem alma, sinto-me absolutamente nada sem ti.
Eu sabia, ambas sabíamos que este dia iria chegar, mas passou tão rápido, nem dei conta que ia realmente acontecer, ultimamente temos andado tão próximas, em qualquer altura estávamos lá, uma para a outra. Quer seja a limpar lágrimas, ou a sorrir sem motivo aparente, mas lá estávamos nós.
Tento lembrar-me de como éramos em tempos, duas pequenas sábias de cabelos louros com franja tal e qual como se usava na altura, a procura de algo novo para brincar, tal como todas as crianças, com aquele ar inocente.
Nunca fomos muito parecidas, mas talvez tenham sido essas diferenças todas, que nos ajudaram a crescer e a compreender o mundo uma da outra.
Hoje somos duas jovens adolescentes, a qual a vida nos pregou uma inesperada partida, e agora volto a questionar-me, a amizade que nos uniu até agora, será suficientemente forte para superar está distância? Conseguiremos manter o contacto todos os dias, como tem sido?
Eu sei que posso continuar a pensar em ti, a chamar pelo teu nome quando mais preciso, eu sei disso. Mas será o suficiente? 
E quando eu precisar de ti ao meu lado? Quando necessitar do teu abraço? Ou até mesmo de ouvir a tua voz, apenas para me reconfortar? Já não será suficiente pensar em ti nessa altura, ou simplesmente chamar o teu nome, eu preciso de mais, eu preciso que fiques, por mim.
E se eu adormecer, será que amanhã tudo vai ser normal, e que tudo isto pelo qual estamos a pessar tenha sido apenas um sonho mau, posso/devo tentar? Ou quando acordar o sonho vai continuar e cada vez mais nos vamos afundar nele?
Ambas já tínhamos falado sobre o que aconteceria se fôssemos separadas por força das circunstâncias, mas agora está tão perto, tão presente, o que devo fazer mariana?